Vinho & Saber

Castas

Alvarinho

É uma das variedades portuguesas mais admiráveis, originária do noroeste peninsular. Dá corpo a vinhos únicos e facilmente identificáveis, de personalidade e temperamento forte. É uma casta vigorosa, sendo, no entanto, uma casta pouco produtiva, com cachos pequenos e elevada proporção de grainhas. Historicamente, foi uma das primeiras variedades portuguesas a ser engarrafada "sozinha" (vinhos monovarietais), responsável pelo sucesso dos vinhos da sub-região de Monção e Melgaço. O Alvarinho proporciona vinhos com elevado potencial alcoólico, perfumados e delicados, com notas aromáticas díspares de pêssego, limão, maracujá, líchia, casca de laranja, jasmim, flor de laranjeira e erva-cidreira. Tem um enorme potencial de envelhecimento, conseguindo viver em perfeita saúde até completar, pelo menos, dez anos de idade.

Antão Vaz

É umas das variedades mais valorizadas do Alentejo, até há pouco quase exclusiva da zona da Vidigueira. É uma casta consensual, rústica mas bem adaptada ao clima quente e soalheiro da grande planície, consistente e produtiva, amadurecendo de forma previsível e homogénea. Apresenta cachos volumosos e medianamente compactos, com bagos grandes e de película dura. Dá origem a vinhos estruturados, firmes e encorpados. Os vinhos estremes anunciam aromas exuberantes, com notas de fruta tropical madura, casca de tangerina e sugestões minerais, estruturados e densos no corpo. Quando vindimada cedo, proporciona vinhos vibrantes no aroma, temperados por uma acidez firme. Se deixada na vinha, pode atingir um grau alcoólico elevado, tornando-a numa boa candidata ao estágio em madeira. É, regularmente, associada com as castas Roupeiro e Arinto, que lhe acrescentam uma acidez refrescante.

Sugestões com esta casta

Adega da Vila Regional Alentejano Branco / Dumonte Regional Tejo Branco

Arinto

É uma casta versátil, presente na maioria das regiões vitícolas portuguesas, sendo a região de Bucelas aquela que é considerada a região de excelência para a casta “Arinto”. É ainda reconhecida pelo nome Pedernã na região dos Vinhos Verdes. Proporciona vinhos vibrantes e de acidez viva, refrescantes e com forte pendência mineral, e elevado potencial de guarda.

Sugestões com esta casta

Bucellas DOC Bucelas Branco / Quinta do Boição Reserva DOC Bucelas Branco / Quinta do Boição Special Selection DOC Bucelas Branco / Cabeça de Toiro Reserva DOC DoTejo Branco / Serradayres Reserva DOC DoTejo Branco / Adega da Vila Regional Alentejano Branco / Lagosta Vinho Verde DOC Branco / Calamares Vinho Verde DOC Branco / Dumonte Regional Tejo Branco

Chardonnay

A casta Chardonnay encontra-se vinificada em praticamente todo o mundo vinícola. Estas uvas de películas verdes são usadas para produzir vinho branco. Acredita-se que esta casta tem origem na região francesa da “Borgonha”. O mosto resultante desta casta adquire muitas das características do "terroir" onde é plantada e do tipo de maturação a que é sujeito. É também uma casta muito utilizada em vinhos espumosos incluindo o Champagne. É uma das castas mais plantadas a nível mundial.

Sugestões com esta casta

Cabeça de Toiro Reserva DOC DoTejo Branco

Encruzado

A sua zona de influência restringe-se ao Dão, apresentando-se como um dos valores seguros da enologia portuguesa, uma das raras castas brancas de qualidade irrepreensível. É uma casta produtiva, sem contrariedades de monta, perfeita para a composição de vinhos monovarietais ou, em alternativa, para abrilhantar muitos dos lotes do Dão. Quando bem trabalhada na vinha e adega, apresenta aromas delicados a rosas e violetas, leves notas citrinas, um pouco de resina, e, em determinadas condições, notas minerais intensas. Entre as suas maiores virtudes inclui-se uma capacidade única para manter um equilíbrio quase perfeito entre açúcar e acidez, proporcionando vinhos sérios e estruturados, untuosos e com uma extraordinária capacidade de guarda.

Fernão Pires

É uma das castas brancas mais plantadas em Portugal, ocupando uma mancha regular que se estende por todo o país, embora seja nas regiões do Tejo, Lisboa e Bairrada que assume maior protagonismo. A produtividade elevada, bem como a versatilidade, precocidade e riqueza em compostos aromáticos, ajudam a explicar a sua popularidade. Por ser uma casta muito plástica é utilizada igualmente sozinha e em lote, aceitando ainda a espumantização e a vindima em colheita tardia, para a obtenção de vinhos doces. Por regra, os vinhos de Fernão Pires devem ser bebidos jovens. Sensível às geadas prefere os solos férteis, de clima temperado ou quente. Os descritores aromáticos que lhe estão associados alternam entre a lima, limão, ervas aromáticas, rosa, tangerina e laranjeira.

Sugestões com esta casta

Serradayres Reserva DOC DoTejo Branco

Loureiro

Apesar de estar hoje amplamente disseminada pela região do Vinho Verde, aparenta ser originária do vale do rio Lima, local onde atinge a plenitude. É uma variedade muito fértil e produtiva que só recentemente assumiu o papel de casta nobre. Propicia cachos compridos e medianamente compactos, com bagos médios de cor amarelada ou esverdeada. Apropriadamente, a flor de Loureiro é um dos seus principais descritores aromáticos, caracterizando-se ainda pela personalidade floral particularmente cristalina, com ênfase na flor de laranjeira, acácia e tília, sendo as notas de maçã e pêssego relativamente comuns nos vinhos estremes. Por regra consagra vinhos de acidez equilibrada e bem proporcionada. Se hoje é frequente espreitá-la em vinhos estremes, a tradição confere destaque aos lotes com a casta Trajadura ou, mais amiúde, com as castas Arinto e Alvarinho.

Sugestões com esta casta

Lagosta Vinho Verde DOC Branco / Calamares Vinho Verde DOC Branco

Sauvignon Blanc

Sauvignon Blanc é uma casta de uva branca, originária da região de Bordeaux, França. Sauvignon Blanc, uma das mais prestigiadas castas mundiais, plantada em muitas das regiões vinícolas mundiais, produzindo vinhos monovarietais atrevidos e frescos. Dependendo do clima, o sabor pode variar de um vegetal agressivo a um tropical adocicado.

Sugestões com esta casta

Cabeça de Toiro Reserva DOC DoTejo Branco

Trajadura

A sua origem é minhota, mas, contrariamente às restantes variedades do Vinho Verde, é uma casta de acidez moderada, apresentando maturações alcoólicas elevadas para o referencial da região do Minho (Vinhos Verdes). É uma variedade de ciclo muito longo, de abrolhamento precoce e maturação tardia, com cachos compactos de dimensão mediana, compostos por bagos verde-amarelados, proporcionando rendimentos muito elevados. Proporciona aromas discretos a pêssego, alperce, maçã e pêra madura, assistidos por agradáveis sensações a flor de laranjeira. Por permitir um grau alcoólico elevado e uma acidez moderada, é frequentemente utilizada em lotes, como ferramenta útil no amaciamento dos vinhos da região. O lote que a associa com o Alvarinho, da mesma forma que os lotes que a associam com o Loureiro e Arinto ganharam uma popularidade crescente.

Sugestões com esta casta

Lagosta Vinho Verde DOC Branco / Calamares Vinho Verde DOC

Fonte: www.winesofportugal.info ; http://www.guiadovinho.com.br

Alfrocheiro

A casta Alfrocheiro encontra o seu território natural na região do Dão, apesar de ser ter expandindo com sucesso para Sul, estendendo-se às regiões do Alentejo, Tejo e Palmela. É uma casta vigorosa, necessitando de atenção redobrada para controlar o vigor, revelando uma propensão natural para sofrer com o oídio e a podridão cinzenta. Produz vinhos ricos em cor, com um notável equilíbrio entre álcool, taninos e acidez. É essa notável capacidade para reter a acidez elevada, aliada à presença generosa de açúcares, que a torna tão oportuna nas terras do Sul. Aromaticamente sobressaem os aromas a bagas silvestres, com destaque particular para a amora e o morango maduro. Por regra, dá forma a vinhos de taninos firmes mas delicados e estruturantes.

Sugestões com esta casta

Catedral DOC Dão Reserva Tinto / Moura Basto DOC Dão Tinto / Moura Basto Tinto DOC Dão Juta Tinto

Alicante Bouschet

Alicante Bouschet é uma casta de uva tinta da família da vitis vinifera resultante do cruzamento das uvas Grenache e Petit Bouschet. Actualmente é cultivada maioritariamente em Portugal. A região onde é mais cultivada é no Alentejo, onde chegam a existir videiras com mais de 100 anos. Alguns dos melhores vinhos da região devem a sua qualidade ao Alicante Bouschet, pois acrescenta-lhes cor, estrutura, concentração e longevidade. Hoje em dia, o Alicante Bouschet, que é considerado o "sal e pimenta" dos vinhos alentejanos, tem aumentado a sua área nesta região, onde forma parte dos lotes com Aragonez e Trincadeira.

Sugestões com esta casta

Romeira Regional Alentejano Reserva Tinto / Romeira Colheita Seleccionada Regional Alentejano Tinto

Aragonez (Tinta Roriz)

É a casta ibérica por excelência, uma das raras variedades a ser valorizada dos dois lados da fronteira, convivendo em Portugal sob dois apelidos, Aragonês e Tinta Roriz (o segundo restrito às regiões do Dão e Douro). É uma casta precoce, muito vigorosa e produtiva, facilmente adaptável a diferentes climas e solos, tendo-se estendido rapidamente para as regiões do Dão, Tejo e Lisboa. Se o vigor for controlado, oferece vinhos que concertam elegância e robustez, fruta farta e especiarias, num registo profundo e vivo. Prefere climas quentes e secos, temperados por solos arenosos ou argilo-calcários. É tendencialmente uma casta de lote, beneficiando recorrentemente da companhia das castas Touriga Nacional e Touriga Franca no Douro, bem como da Trincadeira e Alicante Bouschet no Alentejo.

Sugestões com esta casta

Adega da Vila Regional Alentejano Tinto / Dumonte Regional Alentejano Tinto / Cardeal Reserva Colheita Seleccionada DOC Dão Tinto / Romeira Reserva Regional Alentejano Tinto / Romeira Colheita Seleccionada Regional Alentejano Tinto / Catedral DOC Dão Reserva Tinto / Magna Carta Regional Alentejano Reserva Tinto / D. Fuas DOC Dão Reserva Tinto

Cabernet Sauvignon

A Cabernet Sauvignon é a casta vinífera de maior prestígio no mundo, cultivada em todas as regiões produtoras e degustada por todos. É denominada pela "rainha das uvas tintas". A sua origem está associada à região de Bordeaux e é resultado do cruzamento entre as castas: Cabernet Franc e Sauvignon Blanc.
Todo o seu sucesso deve-se, em parte, à capacidade que esta casta tem de manter as suas características, aromas e sabores independentemente da região onde é cultivada.

Sugestões com esta casta

Quinta S. João Batista Reserva DoTejo Tinto

Caladoc

É uma casta que resultou de um cruzamento entre Cot e Grenache. Tem um bago médio, pouco compacto e troncocónico, é bastante produtiva e origina vinhos de boa concentração. Em Portugal encontra-se sobretudo nas regiões do Tejo e Lisboa sendo apreciada como casta de lote.

Castelão

É uma das variedades mais cultivadas no sul do país, sendo particularmente popular nas denominações do Tejo, Lisboa, Península de Setúbal e Alentejo. É em Palmela, nas areias quentes do Poceirão, nas vinhas velhas da região, que a casta dá o melhor de si, desenvolvendo-se melhor em climas quentes e solos secos e arenosos. Em vinhas maduras, de baixa produtividade, devidamente controladas, o Castelão dá origem a vinhos estruturados, frutados, com particular incidência na groselha, ameixa em calda, frutos silvestres, apresentando ainda notas típicas de caça mortificada. Proporciona vinhos de taninos proeminentes e acidez intensa, revelando um lado rústico de que o Castelão raramente consegue descolar. Os melhores exemplares prometem excelente capacidade de envelhecimento.

Sugestões com esta casta

Cabeça de Toiro DOC DoTejo Reserva Tinto

Jean

É no Dão que a casta melhor se expressa, e onde se encontra melhor representada. É uma casta vigorosa, de maturação precoce, com pouca acidez natural, apresentando deficiências na extracção de cor. Por ser extraordinariamente produtiva, obriga a mondas apertadas na vinha, sob pena de oferecer vinhos aguados e acídulos, de baixo grau alcoólico. Consagra vinhos perfumados, veementes nas notas aromáticas de amora, mirtilo e cereja. Apesar de ser uma variedade levemente rústica, proporciona vinhos macios e sedosos, que arredondam rapidamente, vinhos simples mas sedutores.

Sugestões com esta casta

D. Fuas DOC Terras do Dão Reserva Tinto

Merlot

Esta casta produz vinhos suculentos e aveludados, de sabor a ameixas e que atingem a maturação mais cedo. O aroma é normalmente caracterizado por possuir notas de cereja e groselha podendo, ainda, lembrar o café torrado. A sua estrutura mais delicada não permite que, como vinho elementar, tenha a longevidade dos vinhos de Cabernet Sauvignon, apesar da grande complexidade que podem atingir com o envelhecimento em garrafa.

Syrah

Em condições de produção satisfatórias, os vinhos obtidos são muito corados, de um vermelho intenso com nuances violetas durante a juventude. A intensidade corante é sempre muito persistente. O potencial aromático é muito complexo, com compostos florais, frutados, especiarias e animais. A casta Syrah origina vinhos muito ricos em taninos. A riqueza taninica, a pujança e a amplitude dos vinhos tornam-nos vinhos de guarda.

Sugestões com esta casta

Quinta do Boição Special Selection Tinto / Quinta do Boição Reserva Tinto / Quinta S. João Batista Reserva Tinto / Magna Carta Regional Alentejano Reserva Tinto

Touriga Franca

É a casta mais plantada na região do Douro, ocupando actualmente cerca de um quinto do encepamento total da região. A sua popularidade fundamenta-se na extrema versatilidade, produtividade, equilíbrio e regularidade da produção, bem como na boa sanidade geral. Desenvolve-se num ciclo vegetativo longo, proporcionando vinhos ricos em cor. Com cachos médios ou grandes, de bagos médios e arredondados, a Touriga Franca é um dos pilares estruturais dos lotes durienses, assomando de forma decisiva no Vinho do Porto e nos vinhos de mesa. Graças à sua forte concentração de taninos, contribui para o bom envelhecimento dos lotes onde participa. Oferece fruta farta, proporcionando vinhos de corpo denso e estrutura firme mas, simultaneamente, elegantes. Por regra os vinhos sugerem notas florais de rosas, flores silvestres, amoras e esteva, sendo regularmente associada com as castas Tinta Roriz e Touriga Nacional.

Sugestões com esta casta

Almagrande Reserva DOC Douro Tinto / Topázio DOC Douro Tinto

Touriga Nacional

No passado, chegou a dominar a região do Dão, tendo sido igualmente relevante no Douro antes da invasão da filoxera, sabendo-se que hoje ambas as regiões reclamam a sua paternidade. É uma casta nobre e muito apreciada em Portugal, a casta mais elogiada em Portugal, estando hoje disseminada pelo Alentejo, Lisboa, Bairrada, Setúbal, Tejo, Algarve e Açores. A pele grossa, rica em matéria corante, ajuda a obter cores intensas e profundas. A abundância dos aromas primários é uma das imagens de marca da casta, apresentando-se simultaneamente floral e frutada, sempre intensa e explosiva. Pouco produtiva, é capaz de produzir vinhos equilibrados, com boas graduações alcoólicas e excelente capacidade de envelhecimento.

Sugestões com esta casta

Almagrande DOC Douro Reserva Tinto / Topázio DOC Douro Tinto / Serradayres Regional Tejo Reserva Tinto / Casaleiro Regional Tejo Reserva Tinto / Catedral DOC Dão Reserva Tinto / Moura Basto DOC Dão Tinto / Cabeça de Toiro DOC DoTejo Reserva Tinto / Solo DOC Dão Reserva Tinto / D. Fuas Regional Terras do Dão Reserva Tinto / Caves Velhas DOC Dão Reserva Tinto Juta / Moura Basto DOC Dão Reserva Juta Tinto

Trincadeira

Especialmente popular nas regiões do Alentejo e Douro, onde é designada por Tinta Amarela, é uma casta difícil, especialmente vigorosa, necessitando de refreio permanente e cuidados extremos no controle da produção. Os rendimentos são, por regra, elevados, mas irregulares e imponderáveis. Caracteriza-se por ter cachos médios e muito compactos, mostrando-se extremamente sensível às doenças e à podridão, encontrando-se bem adaptada ao clima seco do Alentejo e partes do Ribatejo, regiões onde frutifica exemplarmente. Os vinhos são tendencialmente florais, mais vegetais quando a maturação é deficiente, ricos em cor e acidez, ligeiramente alcoólicos e com boas condições para envelhecer bem em garrafa. No Alentejo é frequentemente emparelhada com a casta Aragonez.

Sugestões com esta casta

Romeira Reserva Regional Alentejano Tinto / Romeira Colheita Seleccionada Regional Alentejano Tinto / Serradayres Regional Tejo Reserva Tinto / Dumonte Tinto Regional Alentejano / Adega da Vila Tinto Regional Alentejano

Fonte: www.winesofportugal.info ; http://www.guiadovinho.com.br

Estilos de Vinhos

Designações de Origem

DOC ou DOP (Denominação de Origem Protegida)

DOP é a designação comunitária adoptada para os produtos vitivinícolas cuja originalidade e individualidade estão ligados de forma indissociável a uma determinada região, local, ou denominação tradicional, e cujas qualidade ou características específicas, são devidas ao meio geográfico, factores naturais e humanos. Estes produtos estão sujeitos a regras específicas de controlo que visam garantir autenticidade e qualidade e podem ser rotulados como DOC.

IGP (Indicação Geográfica Protegida)

 

 

IGP é a designação comunitária adoptada para os vinhos duma região específica cujo nome adoptam na rotulagem, elaborados com, pelo menos, 85% de uvas provenientes dessa região. Estes produtos são sujeitos a regras específicas de controlo. Estes vinhos podem ser rotulados como "Vinho Regional".

Vinho

 

 

 

 

Os vinhos que não se enquadram em nenhuma das designações atrás referidas são designados como "Vinho".

Fonte: Wines of Portugal - http://www.winesofportugal.info

Regiões Vitivinícolas

Vinho Verde

É uma das regiões mais originais e diferenciadas de Portugal, marcada por uma influência atlântica extremada, numa paisagem verde e húmida, com temperaturas frescas e chuvas abundantes. É a maior denominação de Portugal, com uma área de 34.000 hectares, ocupando uma mancha imensa por todo o noroeste continental, com a propriedade repartida por milhares de pequenas parcelas, por vezes pouco maiores que pequenos quintais. Situa-se no extremo Norte de Portugal continental, delimitada a Norte pelo rio Minho, estendendo-se pela costa atlântica até à cidade do Porto, e para Sul até as margens do rio Vouga. As vinhas concentram-se ao longo dos vales dos rios principais. Os solos são homogéneos e maioritariamente graníticos, férteis a muito férteis, de acidez elevada.

A denominação divide-se em nove sub-regiões distintas: Monção e Melgaço, Lima, Basto, Cávado, Ave, Amarante, Baião, Sousa e Paiva. Monção e Melgaço apresenta-se como a mais singular das sub-regiões, a única que por se encontrar protegida da influência directa atlântica, apresenta um clima de influência marítima e continental, com vinhos mais encorpados e de graduações alcoólicas mais elevadas.

O Vinho Verde caracteriza-se pelas conduções da vinha invulgares, desde a disposição singular da “vinha de enforcado”, com cepas entrelaçadas nas árvores, até à condução em pérgola, também conhecida como “latada”, passando pela cruzeta, até ao hoje mais usual sistema de cordão simples. As castas brancas dominantes são o Alvarinho, Arinto (designada localmente por Pedernã), Avesso, Azal, Loureiro e Trajadura, enquanto nos tintos sobressaem as castas Borraçal, Brancelho, Espadeiro e Vinhão.

Os vinhos brancos são especialmente aromáticos, límpidos e refrescantes.

Trás-os-Montes

Situa-se no nordeste remoto de Portugal continental, separada do litoral por um conjunto de serras onde sobressai o Marão. Caracteriza-se pela altitude elevada, sendo condicionada por um clima continental rigoroso que apresenta verões longos e escaldantes, seguidos por invernos prolongados e gélidos. Os solos são graníticos, muito pobres e pouco produtivos, com algumas manchas de xisto.

A região de Trás-os-Montes encontra-se subdividida em três sub-regiões, Chaves, Valpaços e Planalto Mirandês, dispostas ao longo dos vales dos rios que as atravessam. As duas primeiras sub-regiões situam-se no centro geográfico da denominação, encontrando-se o Planalto Mirandês no planalto da Serra do Mogadouro, a sudoeste da região.

As castas brancas dominantes são Côdega do Larinho, Fernão Pires, Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato, Síria e Viosinho, e nas tintas Bastardo, Marufo, Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional e Trincadeira.

Porto e Douro

O Douro é uma das regiões mais agrestes de Portugal, talhada pelo vale do rio Douro e pela pobreza dos solos xistosos. Em nenhum outro ponto do país a intervenção do homem na paisagem é tão evidente, visível nos socalcos espalhados pela região, desafiando a gravidade das encostas íngremes onde as vinhas estão implantadas. Pela sua beleza e monumentalidade, a região foi reconhecida pela UNESCO como “Património da Humanidade”.

O Douro demarca-se segundo o eixo do rio Douro, estendendo-se desde a fronteira com Espanha até cerca de 90 KM de distância da cidade do Porto. Fortemente montanhosa, a região encontra-se protegida da influência atlântica pela Serra do Marão.

É no Douro que nasce o Vinho do Porto, principal embaixador dos vinhos nacionais, amparado nas duas últimas décadas pelos vinhos tranquilos do Douro que ganharam consideração e independência, afirmando-se hoje como grande fonte de notoriedade para a região.

O Douro encontra-se dividido em 3 sub-regiões: Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior. O Baixo Corgo é a sub-região mais chuvosa, a mais fértil e com maior densidade de vinhas. O Cima Corgo é conhecido como o coração do Douro, onde nascem muitos dos vinhos do segmento superior do Vinho do Porto. O Douro Superior é a mais quente, seca e extremada.

É uma das regiões mais ricas em castas autóctones, com centenas de castas únicas e uma área extensa de vinhas velhas, por vezes plantadas com muitas castas misturadas. Entre estas castas, destacam-se 5 tintas: Tinta Barroca, Tinta Roriz, Tinto Cão, Touriga Franca e Touriga Nacional, seleccionadas pela excelência na produção de Vinho do Porto. Sobressaem ainda as castas brancas Gouveio, Malvasia Fina, Moscatel, Rabigato e Viosinho, e as tintas Sousão e Tinta Amarela (Trincadeira).

Távora-Varosa

Pelas suas características morfológicas de vale encaixado a alta altitude, a pequena região de Távora-Varosa está especialmente talhada para a produção de vinhos espumantes, tendo sido a primeira região vitícola nacional a ser demarcada para a produção de espumante DOC, em 1989.

Situa-se a nordeste da região do Dão, fazendo fronteira com a região do Douro.

As vinhas situam-se entre os 500 e os 800 metros de altitude, marcadas pelo clima extremo e de forte influência continental. Prevalecem os solos graníticos, com algumas manchas de xisto.

As castas predominantes são a Bical, Cerceal, Fernão Pires, Gouveio e Malvasia Fina nos brancos, e Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional nos tintos.

As castas francesas Chardonnay e Pinot Noir, decisivas na qualidade dos vinhos espumantes e com uma presença quase centenária na região, ocupam um espaço importante no encepamento da região.

Bairrada

É uma região plana e litoral que se desenvolve numa faixa litoral marítima, de marcada influência atlântica, com chuvas abundantes e temperaturas médias suaves.

Os solos dividem-se entre os terrenos argilo-calcários e as faixas arenosas, consagrando estilos diversos consoante a predominância de cada elemento. A propriedade encontra-se dividida em milhares de pequenas parcelas.

Foi uma das primeiras regiões nacionais a adoptar e a explorar os vinhos espumantes, estilo que continua a ser acarinhado na região. O clima fresco e húmido favorece a sua elaboração, proporcionando uvas de acidez elevada e baixa graduação alcoólica.

Na região convivem duas filosofias díspares, os vinhos de estilo clássico, assentes maioritariamente na casta Baga, a par com os novos vinhos bairradinos, assentes numa multiplicidade de castas de origem nacional e internacional, incluindo as internacionais Chardonnay, Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir e Syrah.

A casta branca predominante é a Fernão Pires (denominada Maria Gomes na região), logo seguida de Arinto, Bical, Cercial e Rabo de Ovelha. Nos tintos domina a casta Baga, acompanhada pelas castas Alfrocheiro, Tinta Pinheira e Touriga Nacional.

Dão

Rodeada por montanhas em todas as direcções, assente em solos graníticos muito pobres, a região do Dão estende as suas vinhas dispersas entre pinhais a diferentes altitudes, desde os 1.000 metros da Serra da Estrela até aos 200 metros das zonas mais baixas.

As vinhas são esparsas e descontínuas, divididas em múltiplas parcelas, com propriedades com áreas médias quase insignificantes.

As montanhas determinam e condicionam o clima da região, abrigando as vinhas da influência directa do clima continental e da influência marítima. Os solos pobres são maioritariamente graníticos.

Nas castas brancas salientam-se, para além do Encruzado, as variedades Bical, Cercial, Malvasia Fina, Rabo de Ovelha e Verdelho. Nas castas tintas, para além da Touriga Nacional, salientam-se o Alfrocheiro, Jaen e Tinta Roriz, para além das pouco valorizadas Baga, Bastardo e Tinta Pinheira.

Beira Interior

É a região mais montanhosa de Portugal continental, compreendendo algumas das serras mais altas de Portugal.

O clima sofre de uma influência continental extremada, com importantes variações de temperatura, verões curtos, quentes e secos, e Invernos prolongados e muito frios.

Os solos são maioritariamente graníticos, com pequenas manchas de xisto e, embora pouco comuns, manchas arenosas.

A Beira Interior encontra-se dividida em três sub-regiões, Castelo Rodrigo, Pinhel e Cova da Beira. Castelo Rodrigo e Pinhel, apesar de se encontrarem separadas por cadeias montanhosas, partilham características semelhantes.

Por sua vez a Cova da Beira apresenta-se diferente, estendendo-se desde os contrafortes da Serra da Estrela até ao vale do Tejo, a Sul de Castelo Branco.

As castas brancas predominantes são o Arinto, Fonte Cal, Malvasia Fina, Rabo de Ovelha e Síria, enquanto nos tintos prevalecem o Bastardo, Marufo, Rufete, Tinta Roriz e Touriga Nacional, com presença regular de vinhas muito velhas.

Lisboa

As colinas ondulantes que se estendem ao longo da costa atlântica situada a norte de Lisboa acolhem algumas das zonas mais produtivas e heterogéneas de Portugal.

As vinhas estabelecidas junto à linha da costa sofrem de uma forte e decisiva influência atlântica, enquanto as vinhas implantadas no interior, protegidas da influência marítima pelos diversos sistemas montanhosos, beneficiam de um clima mediterrânico de transição.

Os vinhos das zonas costeiras apresentam graduações alcoólicas muito baixas, com uma leveza comparável aos vinhos do Minho. Os solos dividem-se entre zonas argilo-calcários e argilo-arenosas.

Lisboa é composta por nove denominações de origem, agrupadas em três conjuntos geográficos característicos. A Sul, bem perto de Lisboa, encontram-se as denominações de Bucelas, Colares e Carcavelos. No centro da região assomam as denominações de Alenquer, Arruda, Lourinhã, Óbidos e Torres Vedras, enquanto a Norte sobressai a denominação de Encostas d’Aire.

Das entre as nove sub-regiões destacam-se Bucelas, Colares e Carcavelos. Bucelas ganhou espaço próprio pelo estilo vincado dos seus vinhos brancos, onde domina a casta Arinto, capaz de oferecer frescura e longevidade.

Colares é uma das denominações mais originais e alternativas de Portugal, com vinhas da casta Ramisco implantadas junto ao mar, em solos arenosos muito soltos. Carcavelos é hoje uma região entorpecida, quase sem vinhas e sem produtores, vítima da voracidade da pressão imobiliária urbana de Lisboa.

As principais castas brancas são o Arinto, Fernão Pires, Malvasia, Seara-Nova e Vital, enquanto nas castas tintas predominam o Alicante Bouschet, Aragonez, Castelão, Tinta Miúda, Touriga Franca, Touriga Nacional e Trincadeira.

Tejo

A região do Tejo, anteriormente conhecida como Ribatejo, estende-se ao longo do vale do rio Tejo, numa extensa planície de aluvião, prolongando-se até Vila Franca de Xira.

Situa-se numa zona de transição climática, de forte influência mediterrânica, acompanhada por uma ascendência mais atlântica ou mais continental, consoante a latitude e orografia.

Os solos da região subdividem-se em três cadastros distintos. A zona do campo, lezíria ou borda-d’água, a mais fértil e próxima ao rio, é a menos interessante, privilegiando a quantidade sobre a qualidade.

A sudeste do campo, situa-se a charneca, pouco povoada, com solos arenosos pobres e clima quente e austero, onde nascem muitos dos vinhos mais conceituados da região. Na região a Norte do rio Tejo situa-se a zona do bairro, com encostas mais íngremes e solos argilo-calcários.

O Tejo subdivide-se em seis sub-regiões, Almeirim, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Santarém e Tomar. Tomar é a região mais fresca da denominação e Coruche a mais quente, com uma paisagem em tudo semelhante à paisagem alentejana. É uma zona de transição social e sociológica, mais emparcelada a Norte e com herdades mais imponentes a Sul.

A legislação pouco restritiva, permite a utilização de diversas castas nacionais e internacionais. Assim, às tradicionais castas brancas da região, Arinto, Fernão Pires, Tália, Trincadeira das Pratas e Vital, juntam-se o Chardonnay e Sauvignon Blanc, enquanto às castas tintas tradicionais Castelão e Trincadeira, somam-se o Aragonez, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon e Merlot.

Península de Setúbal

A Península de Setúbal varia entre zonas planas e arenosas e a paisagem mais montanhosa da Serra da Arrábida.

Os solos são igualmente heterogéneos, alternando entre as areias finas e profundas das planícies e os solos calcários e argilo-calcários da Serra da Arrábida.

É aqui que nasce o Moscatel de Setúbal, um dos vinhos mais reputados de Portugal.

O clima da região é claramente mediterrânico, com verões quentes e secos, invernos amenos mas chuvosos, e humidade elevada. Só a Serra da Arrábida, pela altitude elevada e pela proximidade ao mar, beneficia de um clima de feição mais atlântica.

A Península de Setúbal compreende as Denominações de Origem, “Palmela” e “Setúbal” e a IG Península de Setúbal. A denominação “Setúbal” está reservada para os vinhos Moscatel de Setúbal e Moscatel Roxo.

Os vinhos tintos de “Palmela” baseiam-se na casta Castelão, de presença obrigatória na denominação, casta que oferece o melhor de si nos solos arenosos quentes e soltos de Palmela, ganhando uma complexidade e profundidade que a casta só raramente consegue alcançar fora da região.

As duas castas brancas dominantes são o Arinto e Fernão Pires, bem como o Moscatel de Alexandria, destinado sobretudo aos vinhos generosos da região. Nas castas tintas, evidenciam-se o Alfrocheiro e Trincadeira.

Alentejo

Região de ondulantes planícies, o Alentejo apresenta uma paisagem relativamente suave e plana que se estende por quase um terço de Portugal continental.

Só a Serra de São Mamede, a norte da denominação, se diferencia do padrão. Os solos alternam entre o xisto, argila, mármore, granito e calcário, numa diversidade pouco comum. O clima é claramente mediterrânico, quente e seco, com forte influência continental.

O Alentejo encontra-se dividido em oito sub-regiões, Borba, Évora, Granja-Amareleja, Moura, Portalegre, Redondo, Reguengos e Vidigueira, agrupadas em três grupos distintos. Portalegre é a sub-região mais original, com solos predominantemente graníticos, influenciada pela frescura da Serra de São Mamede. A paisagem oferece inúmeras parcelas de vinhas velhas, plantadas nas encostas íngremes da serra, beneficiando de um microclima único que confere frescura e complexidade.

Borba, Évora, Redondo e Reguengos personificam a identidade alentejana, terra de equilíbrio e harmonia, na proporção certa entre frescura e fruta, energia e suavidade. As sub-regiões de Granja-Amareleja, Moura e Vidigueira, no Sul da denominação, oferecem vinhos mais quentes e suaves, com terras pobres e secas, onde a vinha sofre com a dureza do clima e a pobreza dos solos.

Nas variedades brancas destacam-se o Antão Vaz, Arinto e Roupeiro, para além das hoje pouco valorizadas Diagalves, Manteúdo, Perrum e Rabo de Ovelha. Nas castas tintas sobressaem o Alfrocheiro, Alicante Bouschet, Aragonez, Castelão e Trincadeira, para além das pouco valorizadas Moreto, Tinta Caiada e Tinta Grossa.

Algarve

Situado no Sul de Portugal continental, o Algarve encontra-se separado da planície alentejana por uma cadeia montanhosa quase ininterrupta que percorre a região desde a fronteira espanhola até à costa atlântica.

O clima mediterrânico diferencia-se entre a costa a Leste de Faro, o Sotavento, mais quente e de forte influência mediterrânica, e a costa a Oeste de Faro, o Barlavento, mais fresca, húmida e temperada.

Os solos da região são heterogéneos, dividindo-se por entre zonas de predominância arenosa, argilosa, calcária, grés e litólicos, com raras zonas xistosas nas encostas das serras.

O Algarve está dividido em quatro denominações de origem, Lagos, Portimão, Lagoa e Tavira. Protegido dos ventos quentes e secos do Norte pelo sistema montanhoso, desfrutando de mais de 3.000 horas de sol por ano, o Algarve apresenta-se como uma das regiões com maior potencial de crescimento em Portugal.

As castas brancas maioritárias são o Arinto, Malvasia Fina, Manteúdo e Síria, enquanto nos tintos sobressaem as castas Castelão e Negra Mole.

Açores

O arquipélago dos Açores, composto por nove ilhas, situa-se no oceano Atlântico, a meia distância entre os continentes europeu e norte-americano.

A influência marítima está patente na precipitação elevada e nas temperaturas amenas ao longo de todo o ano. Os solos muito pobres são de origem vulcânica.

Os Açores são constituídos por três denominações de origem, Graciosa, Biscoitos (na ilha Terceira) e Pico. Historicamente, as vinhas foram estabelecidas dentro de currais, resguardadas das intempéries pelas paredes de pedra vulcânica que, libertando o calor acumulado durante o dia, ajudam a aquecer as vinhas durante a noite, protegendo-as igualmente da agressividade e inclemência dos ventos marítimos.

As castas predominantes na denominação de origem Graciosa são o Arinto, Boal, Fernão Pires, Terrantez e Verdelho. Nas denominações de origem Biscoitos e Pico, as variedades preponderantes são o Arinto, Terrantez e Verdelho. Os vinhos generosos açorianos, nascidos em condições extremas, oferecem uma frescura e acidez notáveis.

Madeira

O vinho da Madeira é um vinho licoroso com uma capacidade de guarda quase ilimitada, conseguindo sobreviver durante mais de dois séculos.

As vinhas nascem alinhadas em pequenos socalcos levantados numa região extremamente montanhosa, de encostas escarpadas e vales profundos. Situada no do Atlântico Norte, à mesma latitude de Casablanca, a Madeira beneficia de uma clima temperado e acentuadamente atlântico, com temperaturas amenas durante todo o ano.

Os solos são de origem vulcânica, férteis, muito ricos em matéria orgânica e ácidos, o que, aliado ao clima húmido, ao sistema de condução tradicional da vinha em pérgola, com a consequente dificuldade na maturação fisiológica das uvas, e aos rendimentos muito elevados, compromete a maturação das uvas, proporcionando vinhos com níveis de acidez muito elevados, característica marcantes de todos os vinhos da Madeira.

As quatro castas nobres são o Sercial, Verdelho, Boal e Malvasia, todas brancas, vinificadas de forma a proporcionar diferentes graus de doçura, comercializadas num estilo respectivamente seco, meio seco, meio doce e doce.

Porém, a casta mais plantada na ilha, responsável por mais de 80% do encepamento total, é a Tinta Negra, uma casta tinta facilmente adaptável, capaz de se adequar aos quatro estilos de doçura. Na Madeira produzem-se igualmente outros vinhos.

Fonte: Wines of Portugal - http://www.winesofportugal.info

Glossário

Fonte: http://www.winespectator.com/glossary/ e http://www.infovini.com/

Vinho & Saber